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31 de julho de 2010

O que Deus quer que eu seja...


Como o final de semana vai ser de muuuuuito trabalho, pois estamos reorganizando alguns setores do escritório, resolvi deixar um recadinho antes de ir dormir, porque não sei quando poderei postar algo novo.

Tava rezando agora a noite e me lembrei bastante de uma frase muito sábia que um padre me disse quando eu estava passando por um tempo bem difícil em minha vida. Eu fui conversar com ele e estava bem angustiada, com um grande medo de não fazer a vontade de Deus, de não estar fazendo aquilo que Deus desejava que eu fizesse... Ô medo grande!

Então, o padre olhou para mim e me disse: "Até agora, minha filha, você tem buscado com muita retidão fazer aquilo que Deus quer. Mas eu te proponho mudar essa busca. A partir de hoje, você não vai mais perguntar a Deus o que Ele quer que você faça. Você vai perguntar a Deus quem Ele quer que você seja."

É bem mais fácil, ou melhor, menos difícil fazer o que Deus quer quando somos aquilo que Ele deseja.

30 de julho de 2010

"Dias melhores pra sempre..."

“Vivemos esperando
O dia em que
Seremos melhores
(Melhores! Melhores!)
Melhores no amor
Melhores na dor
Melhores em tudo
Oh! Oh! Oh!...
Vivemos esperando
O dia em que seremos
Para sempre
Vivemos esperando
Oh! Oh! Oh!...
Dias melhores
Prá sempre...(4x)
Uh! Uh! Uh! Oh! Oh!
Prá sempre!
Sempre! Sempre! Sempre!...”
(Jota Quest – Rogério Flausino)


Hoje, estava no caminho do trabalho e na rádio estava tocando essa música. Não consegui imaginar “dias melhores prá sempre” sem pensar no céu. Sem pensar na eternidade bela e perfeita que Deus tem preparado para nós.

Essa SAUDADE de Deus que Santo Agostinho tanto pregou, que Paulo mencionou em suas cartas e que tantos outros homens e mulheres sentiram e sentem, ela precisa estar bem viva no nosso coração.

Não podemos olhar só para o hoje, que é extremamente importante, mas que não se basta em si mesmo. Olhar e desejar o céu nos enche de esperança, nos faz viver esse hoje com uma perspectiva de eternidade, de algo que não passa, de algo imutável. E é preciso sempre nos questionarmos se estamos nos preparando para o céu.

Lembro de uma historia que o Pe.Antônio contou quando ele foi à Londres em missão com a Emmir. Eles passaram dois dias pregando e ministrando o retiro intensamente. O padre, no entanto, havia programado um dia após o retiro para visitar Londres com a Emmir, que não conhecia a cidade.

Quando esse merecido dia de descanso chegou, e eles já estavam se preparando para sair, chegaram mais e mais pessoas à procura de oração e aconselhamento. A Emmir ficou um longo tempo atendendo às pessoas e o padre foi perguntá-la se eles ainda fariam o passeio. A resposta foi fantástica: “Padre, posso ir para o céu sem conhecer Londres, mas não posso ir sem fazer a vontade de Deus. E a vontade de Deus é que eu evangelize.”

Desejar o céu nos faz escolher apenas o que é essencial e nos ajuda a não perdermos muito tempo com aquilo que o próprio tempo destrói. Temos sede de céu dentro de nós! Temos sede de “dias melhores pra sempre”!

Vivemos esperando... Pois aqui é só o começo pálido de uma vida plena onde “seremos pra sempre”. E seremos o que verdadeiramente somos. O que verdadeiramente fomos criados para ser.

Que hoje, nosso coração deseje profundamente “dias melhores pra sempre” e opte pelo CÉU!!!!

29 de julho de 2010

Escolher “a melhor parte” escondida...

“Naquele tempo, Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, recebeu-o em sua casa.Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e escutava a sua palavra. Marta, porém, estava ocupada com muitos afazeres. Ela aproximou-se e disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha, com todo o serviço? Manda que ela me venha ajudar!”.
O Senhor, porém, lhe respondeu: “Marta, Marta! Tu te preocupas e andas agitada por muitas coisas.Porém, uma só coisa é necessária. Maria escolheu a melhor parte e esta não lhe será tirada”. Lc 10,38-42

Queria partilhar sobre essa passagem de uma forma diferente do que tradicionalmente encontramos. Hoje, a Igreja celebra a memória de Santa Marta, e quem é mais próximo, sabe que é um dia muito significativo para mim.

Essa passagem sempre foi um mistério. Pois entendo a dimensão da sublime importância de rezar, de escolher sempre o Senhor, de tê-lo como primazia em tudo. Mas eu sempre achei que as pessoas interpretavam mal o serviço de Marta, que também era um serviço para Jesus... E que Jesus não estava pedindo que ela parasse de servir, mas que ela nunca deixasse de ter o Senhor como razão e centro do seu serviço.

Bom, um dia, no Fórum Carismático Shalom de 1999 (estou ficando mesmo velha!), um pregador que veio dos EUA para esse evento começou a pregar sobre esta Palavra. Lembro bem que era a Emmir quem fazia a tradução. E ele começou a contar essa historia de uma forma diferente.

Ele narrou exatamente como o evangelista Lucas o fez, contou que Jesus estava na casa de Marta e que Maria ficou aos seus pés e que Marta se pôs a cozinhar e a servir o Senhor e seus discípulos, e que ao interrogar Jesus sobre Maria, foi exortada a escolher a melhor parte, etc. Vocês já sabem o que acontece. Pois bem, o pregador continuou a história dizendo que Marta, depois de ouvir Jesus, foi para a cozinha aos prantos, decidida a ficar aos pés do Senhor quando Ele viesse novamente à sua casa.

O tempo passou e Jesus voltou à casa de Marta, e dessa vez, estavam as duas, Marta e Maria, aos pés de Jesus. Contemplando-O e amando-O. Mas, de repente, eles ouviram alguns soluços de choro vindos da cozinha. Marta correu para ver o que acontecia, e viu o discípulo João chorando muito. Marta perguntou o que houve e João respondeu que estava triste, pois seu Mestre estava cansado, com fome e ninguém havia preparado nada para Ele comer. João chorava e dizia que, dessa vez, ninguém havia escolhido a melhor parte escondido.

Lembro que ao terminar de traduzir a história que o pregador contava, Emmir ficou visivelmente emocionada. E eu também. O que seria de nós sem aqueles que escolhem servir? Sem aqueles que escolhem a “melhor parte” de forma bem escondida? Tem como rezar e não servir ou servir sem antes rezar? Maria e Marta têm muito a nos ensinar.

28 de julho de 2010

HALLELUYA E A ESTRUTURA DO AMOR

O sol ainda está descendo. O barulho do dia ainda em pleno vapor. Carros, buzinas, gente falando, gente caminhando, o telefone que não para... Só o coração bate diferente, parece aquecido pela expectativa, apressado pela hora que quase já chegou. O corpo, de fato cansado, mas com uma força surpreendente, que vem de dentro, que a fé alimentou. A poeira começa a subir, a correria agora é para finalmente chegar. Passos apressados, ajustes, retoques, torpedos ilimitados: “tô chegando”, “passo já aí’, “segura as pontas que chego já”, “cadê o músico?”, “quem vai buscá-lo?”, “vai dar certo”, “peraí!!!”. Neurônios consumidos, mas continua mesmo “esbaforido” porque depois o trânsito só faz piorar. Tudo vai valer a pena quando chegar. Não é como mágica, mas é fruto do amor que se deixa provar pelo teste da resistência. Não tem estrutura melhor do que fazer por amor. Aí, no primeiro louvor tudo ganha um verdadeiro sentido e a gente já esquece de tudo o que passou. E continua a correr e continuar a se dar. E quando o sol estiver quase voltando... alguns minutos de descanso... e recomeça a se entregar.

Pra quem serve no Halleluya, OFERTAR-SE é a força que faz viver!

Dedico esse texto aos meus irmãos que serviram nesse Halleluya... :)

Vender tudo, de novo?!?

“Naquele tempo, disse Jesus à multidão: “O Reino do Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”.” Mt 13, 44-46

Sempre que leio essa passagem , fico bastante questionada. Que a minha pérola é Jesus, eu não tenho dúvidas. O que fico me questionando é se eu estou sempre vendendo meus outros bens para ficar com O Bem.

Sim, porque já  passou a época em que eu tinha a doce idéia de que era preciso deixar tudo uma vez só. E no início da caminhada, deixar tudo por Deus é tão empolgante! Conseqüência quase certa de um coração inflamado pelo primeiro Amor.

Mas quando o tempo vai passando e a Pérola começa a nos dar outros tesouros e os desafios de permanecer na caminhada se tornam bem concretos, deixar tudo não é mais algo que se faz somente movido pela emoção, a razão ganha mais peso e o coração que já foi provado e comprovado pelo fogo da purificação, parece mais fraquinho...

Então, eu me pergunto: hoje, venderia tudo de novo para ficar com Jesus e com tudo que a Sua Santisssíma Vontade escolheu para mim? Nesse momento, lembro de Santa Teresa D´Avila que dizia: “Se mil vidas tivesse, Senhor, mil vidas te daria”. Mas hoje, eu venderia tudo? Deixaria tudo? Recomeçaria novamente a busca pelo Único Tesouro?

Claro que sim. Não mais pelas minhas forças, não mais movida pelos encantos do Primeiro Amor, não mais pelas pessoas ou pelas estruturas, não mais até pelos benefícios recebidos por Ele no meio do caminho... Mas somente por Ele.

Porque até hoje, tudo vai ganhando um preço, um valor, um peso. Parece que o tempo tem mania de dar parâmetros e valorar o que temos. Mas até hoje, a única coisa impagável, incontável e inestimável na minha vida continua sendo Deus. A Pérola.

A decisão hoje custa mais. É menos florida. Mas é mais concreta. E até mais firme. E o mais impressionante é que o coração fraquinho e a razão sem ilusões parecem amar mais a Deus hoje do que ontem. Engraçado esse jeito que Deus se utiliza para encantar, consquistar... Ele é mesmo a Verdadeira Pérola, nada a faz perder seu brilho. Nem o tempo, nem a dor.

20 de julho de 2010

Ao Amigo...

Esse blog nasceu do incentivo dos meus amigos para que eu nunca deixasse de escrever (e é para eles que dedico esse espaço). E existe para o Amigo, a quem espero que vocês conheçam nas entrelinhas de cada frase, de cada postagem. Acredito que "a palavra certa faz o mundo cantar" e desperta na alma o desejo de alcançar a essência de tudo aquilo que está dentro e fora de nós. Para mim, escrever sempre foi a melhor forma de revelar aquilo que está mais íntimo ao meu coração. Por isso, estou aqui. Não para escrever sobre mim, mas para partilhar tesouros do coração que foram colocados por Deus no "vaso de argila" que eu sou.