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22 de outubro de 2010

A Castidade como um Sim!


Depois de ler um post no blog do meu amigo Felipe Bezerra (http://shalomfelipe.wordpress.com/2010/10/21/is-pre-marital-sex-always-a-sin/), tive vontade de escrever sobre a castidade. Também me lembrei de um retiro promovido pela Comunidade Católica Shalom - da qual faço parte - que fiz no ano passado e que me ajudou muito a mergulhar nesse imenso dom. Sei que é um tema muito importante e muito tratado no meio cristão, afinal, viver a castidade no mundo de hoje está cada vez mais desafiante, não é? E por ser tão desafiante, para ser casto é preciso dizer um sim a Deus diário, constante e muito “suado”. Nesse post vou tentar abordar o tema de uma maneira mais formativa, no próximo, prometo escrever sobre a castidade como poesia.

Quero começar com a frase do fundador da Comunidade Shalom, Moyses Azevedo, que diz: “A vontade de Deus não é a parte mais fácil, mas é a parte mais feliz.” Por isso, de início, já digo a você que sabe que a vontade de Deus para nós é a santidade e que para sermos santos precisamos ser castos, que não é um caminho fácil escolher a castidade. Pois em um mundo que não acredita na pureza, você já é um bravo lutador que escolheu a parte mais feliz. A castidade não é um peso, é uma escolha corajosa.

A castidade nos capacita ao amor, ao verdadeiro amor. Ela nos protege de nós mesmos e muda a ansiedade em paciência. Quando estamos divididos pelos sentimentos e desejos, ela nos unifica e nos faz permanecer inteiros. Tenho certeza que muitas das nossas confusões interiores não ganhariam força se fôssemos mais puros. Parece não ter ligação entre a castidade e a inteireza, mas é a castidade que nos possibilita nos darmos por inteiro, amarmos por inteiro e nos mantermos inteiros até o fim, sem deixarmos pedaços de nós mesmos pelas estradas tortuosas de alguns relacionamentos que trilhamos na vida.

O grande fruto da castidade é a espera. Ela amplia nossa visão para além do hoje, do agora e do momento. A castidade sempre espera o amanhã. A prova do amor não está no hoje, está no amanhã. É fácil “passar”, hoje, a noite com alguém; difícil é viver com esse mesmo alguém o amanhã da vida inteira! Só a castidade nos faz ver assim, só ela nos empresta os óculos de Deus. Sem a castidade ficamos menos confiantes e se torna mais difícil esperarmos promessas, tempos e pessoas.

E como viver a castidade? Deus me deu um corpo para viver a castidade. Esse corpo um dia vai ser glorioso! E esse corpo me foi dado para expressar o amor. E se eu sou casada, Ele me deu o corpo do meu esposo para que eu cuide desse corpo também até o dia de devolvê-lo a Cristo “sem ruga e sem mancha”. Se eu uso o meu corpo e o corpo do outro somente para o meu prazer, eu não maculo só o meu corpo e o corpo dele, eu maculo a minha alma e alma do outro. O que fere o corpo, fere a alma.

A notícia boa é que Deus espera a grande oportunidade de restaurar a virgindade do nosso coração e, com isso, curar nosso corpo a cada dia com o seu toque puro de amor. Não existe castidade sem recomeço, por isso sempre é possível! Se a castidade nos capacita ao amor, o amor nos capacita a castidade. No dia em que nos deixarmos amar completamente por Deus, com nossas fraquezas e impurezas, no dia em que Ele abraçar nosso corpo ferido e beijá-lo com sua misericórdia, preencher os vazios e carências deixados em nós pelo desamor, a castidade deixará de ser um desejo e será um caminho real.

Se nosso sim a Deus também não for um sim à castidade, a voz do verdadeiro amor nunca será ouvida.

18 de outubro de 2010

Quero falar de espinhos




"Órgão axial ou apendicular, duro e pontiagudo (como os encontrados na laranjeira), resultante da modificação de um ramo, folha, estípula ou raiz, constituído por tecido lignificado e vascular, e que, se arrancado, destrói o tecido subjacente.”

O espinho protege a rosa como o sofrimento reveste a alma. Na proporção que fere, parece ressaltar a sua beleza, aquela mais profunda, que traz inteireza sem ausência de dor.

Quando se reconhece a força de amor da Cruz, se entende a importância do espinho e se compreende que uma rosa é completa só com ele, como a vida se completa somente quando nos desafios desabrocha. O espinho que faz chorar ensina pela rosa a fazer sorrir. E a conjugação de contrárias riquezas exalta a delicadeza dos opostos que se unem em um equilíbrio próprio de quem sabe quem os plantou.

Quem descobre a verdadeira beleza dos espinhos sabe admirar uma rosa.

Quem descobre no desafio uma oportunidade sabe na alegria ser feliz.

E quem colhe e acolhe rosas e espinhos aprendeu o que é viver.

Eu não quero viver só com as rosas. "Quero tudo".

14 de outubro de 2010

Vossa Sou



Celebrando a vida de Santa Teresa, gostaria de partilhar um dos poemas dela. Para mim, esse poema é o mais lindo de todos. Ô coisa linda é um coração rendido a Deus! Que pela graça Dele, o nosso também seja assim.

“Soberana Majestade, e Sabedoria Eterna, Caridade a mim tão terna, Deus uno, Suma Bondade, olhai que a minha ruindade toda amor, vos canta assim: Que mandais fazer de mim? Vossa sou, pois me criastes. Vossa, porque me remistes. Vossa, porque me atraístes e porque me suportastes. Vossa, porque me esperastes e me salvastes por fim: Que mandais fazer de mim?

Que mandais, pois, Bom Senhor, que faça tão vil criado? Qual ofício me haveis dado, a este escravo pecador? Amor Doce, Doce Amor, vede-me aqui fraca e ruim: Que mandais fazer de mim? Eis aqui meu coração, deponho-o em vossa palma. Minhas entranhas, minha alma, meu corpo, vida e afeição. Doce Esposo e Redenção, a vós, entregar-me vim: Que mandais fazer de mim?

Morte daí-me, daí-me vida, saúde ou moléstia daí-me. Honra ou desonra mandai-me. Daí-me paz ou guerra sem fim. Seja eu fraca ou destemida, a tudo direi sim: Que mandais fazer de mim? Daí-me riqueza ou pobreza, exaltação ou labéu. Daí alegria ou tristeza. Daí-me inferno ou daí-me céu. Doce Vida, Sol sem véu, pois me rendi toda enfim: Que mandais fazer de mim?

Se quereis, daí-me oração. Se não, daí-me soledade. Abundância e devoção, ou míngua e esterilidade. Soberana Majestade, a paz só encontro assim: Que mandais fazer de mim? Daí-me, pois, Sabedoria ou, por amor, ignorância. Anos daí-me abundância ou fome e carestia. Daí-me treva ou claro dia, vicissitudes sem fim: Que mandais fazer de mim?

Se me quereis descansando, por amor o quero estar. Se me mandais trabalhar, morrer quero trabalhando. Dizei: onde? Como? quando? Dizei, Doce Amor, por fim: Que mandais fazer de mim?

Daí-me Calvário ou Tabor, deserto ou terra abundante. Seja eu como Jó na dor, ou João sobre o peito amante. Seja uma vinha luxuriante ou, se quereis, vinha ruim: que mandais fazer de mim?Ou José encarcerado ou José Senhor do Egito. Ou Davi sofrendo aflito, ou Davi já sublimado. Ou Jonas ao mar lançado, ou Jonas salvo por fim: Que mandais fazer de mim?

Já calada, já falando, traga frutos ou não traga. Veja eu na lei minha chaga, ou goze Evangelho brando. Quer fruindo, quer penando, sede a minha vida, enfim! Que mandais fazer de mim?

Pois sou vossa e Vós meu fim: que mandais fazer de mim?”
(Sta. Teresa D Ávila)

9 de outubro de 2010

Uma Paixão Antiga...

Achei linda essa história! Ela foi publicada no site da Revista Época e pode ser lida na íntegra através do link:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI178503-15228,00-UMA+PAIXAO+ANTIGA.html

José Pedro, de 84 anos, e dona Nhanhá, de 91, sobem ao altar. Com a bênção da mãe do noivo, de 104

Quando ouviu do padre a pergunta que costuma dar um friozinho na barriga de toda noiva, Laudelina Isabela quase fraquejou. De seus lábios enrugados, finalmente saiu a resposta que todos na igreja aguardavam: “Aceito”. Dona Nhanhá não é uma noiva comum. Ela tem 91 anos, filhos, netos, bisnetos e até um trineto. O noivo, José Pedro Henrique Paiva, tem 84 anos. Ele foi levado ao altar pela mãe, dona Sá Vita, de 104 anos. “Entro com o Zé Pedro na igreja mesmo que seja carregada”, dizia a mãe centenária. O casamento, no dia 25 de setembro, parou a pequena Senhora de Oliveira, município mineiro de apenas 6 mil habitantes, a 180 quilômetros de Belo Horizonte.

A inesperada idade dos noivos não é o único detalhe a chamar a atenção na história do casal. Além de trocar alianças numa fase da vida em que pouca gente faz planos para o futuro, os noivos são primos. Eles se conhecem desde a infância. Cresceram juntos, mas cada um tomou seu rumo. Laudelina foi morar na capital mineira com o primeiro marido. Ficou viúva em 1999. Zé Pedro continuou na cidadezinha e, no ano passado, depois de mais de 60 anos de casado, também ficou viúvo. Os dois afirmam que a solidão pesou no momento de aceitar construir uma vida nova. Mas a paixão também teve seu papel no enlace: “O que manda é o amor! Gosto demais do Zé”, diz a noiva.

Desde que perdeu o marido, Nhanhá passou a frequentar mais a casa de dona Sá Vita, sua tia e agora sogra. Ela saía de Belo Horizonte e ficava pelo menos 15 dias do mês em Senhora de Oliveira. No começo de julho, seu Zé Pedro tomou uma decisão. “Vou até BH buscar a Nhanhá para mim”, disse à mãe. Dona Sá Vita não aceitou que os dois apenas morassem juntos. Tinham de se casar. A irmã de seu Zé Pedro serviu de cupido. Benedita de Paiva, de 62 anos, comunicou a Nhanhá o interesse do rapaz. “Ninguém vai me levar. Eu não sou mercadoria. Casar, eu posso até pensar”, teria dito à futura cunhada. Ele não pestanejou. Disse que aceitava casar e ainda aceitou as condições da pretendente, que não consegue mais cozinhar para muitas pessoas nem limpar a casa. “Não tem o menor problema”, afirmou Zé Pedro. “A Mariazinha também não estava dando conta de quase nada”, disse, referindo-se à falecida.

O namoro começou. De início, só beijo no rosto e andar de mãos dadas. Quando ela voltava para Belo Horizonte, depois de um tempo por lá, seu Zé não conseguia esconder o sofrimento. “Não vou aguentar de saudade da Nhanhá”, dizia à mãe. Segundo a irmã de Zé Pedro, eles pareciam um casalzinho de adolescentes. Dois meses depois, estavam no altar. Da outra vez em que se casou, Zé Pedro também esperou pouco. Só três meses. “Não perco tempo”, diz o noivo. Dona Nhanhá não acha que foi “fácil” demais aceitando se casar tão rapidamente. “Com 91 anos, eu vou esperar o quê?”

Foram conversar com o padre e marcaram o casamento para o dia 25 de setembro, às 11 horas, na Igreja Nossa Senhora de Oliveira. O mesmo cenário em que ambos se casaram pela primeira vez. A noiva passou duas horas se arrumando no salão. Fez unha, cabelo e maquiagem. Entrou na igreja acompanhada por dois filhos, de vestido azul rendado. O noivo, de paletó cinza-escuro, gravata prateada e lenço combinando, lembrava o ator de cinema Paul Newman. Terminada a celebração, o padre comunicou: “Pode beijar a noiva”. Os convidados aplaudiam, alguns até gritavam. Só a noiva não ficou muito satisfeita. “Foi um beijinho mixuruca. O Zé não gosta de beijo. Só de abraço.” Ela não esconde a preferência: “Gosto de beijo”.

A festa, para mais de 600 convidados, foi a maior da história da cidade. “Nunca teve e nunca mais vai ter uma festa igual por aqui”, diz dona Sá Vita, com a autoridade de quem assistiu aos casamentos de Senhora de Oliveira nas últimas nove décadas. Mais que os noivos, ela foi a atração principal do acontecimento. “As pessoas não paravam de me abraçar e beijar”, afirma. Até que perdeu a paciência com tamanha paparicação. “Eu disse: ‘Chega!’.” Mas ficou até o fim da festa.

Depois de dez dias juntos, o casal continua num mar de rosas. “Ele é muito carinhoso”, diz Nhanhá. “Ainda não vi defeito nenhum.” Ele também ressalta as qualidades da mocinha – “Ela é divertida, católica e muito obediente” –, com ênfase na terceira, que parece ser fundamental para a manutenção de uma boa relação com o octogenário. A renda do casal soma a aposentadoria dela, de um salário mínimo, e a dele, de dois. Zé Pedro diz que já foi carpinteiro, pedreiro, marceneiro e tem ferramentas para consertar qualquer coisa. “Faço tudo. Só não tenho dinheiro”, diz. Mas se orgulha de ter uma filha médica, que mora em Coronel Fabriciano, a 80 quilômetros de Senhora de Oliveira. Somadas as proles de ambos, são 91 pessoas, entre filhos, netos, bisnetos e trinetos.

Com tanta gente para dar palpite, o casamento correu o risco de não acontecer. No início, dois dos filhos do noivo ficaram preocupados com o que poderia ser entendido como desrespeito à memória da mãe. Depois concordaram. A família de Nhanhá aceitou de imediato. Seu Zé Pedro já era conhecido e foi considerado um bom partido.

Os netos de Zé Pedro são os que mais se divertem com a situação e a efêmera fama do avô. As piadas na escola não param de surgir. “Lua de mel de Nhanhá e Zé Pedro. Qual o nome do filme? Missão impossível”, diz Diógenes de Oliveira, de 15 anos. Mas ver a felicidade do casal deixa os netos satisfeitos. “A alegria do meu avô é enorme. Ele estava muito sozinho”, diz Juliana Paiva, de 17 anos. Uma lua de mel em uma pousada da região foi oferecida ao casal por um dos filhos de Nhanhá. Seu Zé Pedro vetou. “Lua de mel pra quê? Nem abelha tem mais!” Nhanhá ganhou muitos presentes, mas o melhor deles foi o da sogra: “O Zé foi meu maior presente”, diz.

8 de outubro de 2010

DEUS AJUDE O BRASIL!!!



Ainda sou do tempo em que, nos colégios, a gente cantava o hino nacional enquanto era hasteada a bandeira do Brasil. Tínhamos que colocar a mão direita no peito e respeitarmos solenemente aquele momento. Éramos educados para amar e defender a nossa pátria. Aprendíamos todos os hinos e marchávamos no dia sete de setembro.

Mesmo sendo criança, vi a conquista de eleger um presidente pelo voto popular. Vi nossa moeda mudar várias vezes e vi um presidente “cair”. Vi melhoras e pioras econômicas. Como nordestina nata, vi pobreza grande quando morei no sertão do Ceará e conheci boa parte do interior de Sergipe. Vi também a disparidade de progresso das regiões brasileiras quando morei no sudeste. Conheci vários países de “primeiro mundo” e tive meu patriotismo reascendido quando morei por um tempo “fora”. E acho que o Brasil é um país fantástico para se viver. Já senti saudade do “cheiro” dessa terra quando não morava aqui.

Mas o que eu nunca vi foi um tempo tão difícil! Politicamente desmoralizante. Não vivi a ditadura e era bem pequena quando a inflação batia no céu, talvez esse dois momentos superem o atual em desafio, mas, para mim, com certeza, é o momento de maior preocupação, indignação e revolta até hoje.

Há vários dias tenho rezado por uma mesma intenção: o futuro do Brasil. Nunca vi tanta falsidade, “disse me disse”, sujeira e desonestidade. Ainda bem que tem internet, televisão e jornal para socorrerem nossa memória, porque senão, com tanta mudança, enlouqueceríamos! É um jogo de interesses tão baixo que joga até com a vida! Nunca vi tanta gente mudar de opinião sobre o aborto, por exemplo, só para garantir votos e conseguir alianças. Ameaças veladas e desveladas. E se alguém for de encontro aos interesses “deles”, sai de baixo!

Como cristãos, querem nos calar. Como cidadãos, querem nos manipular. Mas é melhor gritarmos agora do que entregar nosso país nas mãos de quem não se compromete com a vida em toda a sua abrangência. Precisamos de mobilização e de muita, muita, muita intercessão... Deus ajude o Brasil!!!

Espero que meus filhos, assim como eu, um dia, ainda cantem com alegria o hino da independência que até hoje ressoa nas boas recordações da minha infância:

“Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.”

3 de outubro de 2010

Só um pouco mais...



Só mais um pouco de calma, mais um pouco de alma, mais um pouco de espera. Só mais um pouco de coragem, mais um pouco de verdade e mais um pouco de fé. Só mais um pouco de paciência, mais um pouco de insistência, mais um pouco de vontade. Só mais alguns centímetros de liberdade, mais um metro de sinceridade e alguns quilômetros de luta. Na fita métrica da vida sempre falta mais uma medida para se chegar ao fim. "Ao contar os nossos dias, dai-nos sabedoria” para não pararmos quando faltar só um pouco mais de caminho, um pouco mais de espinho, um pouco mais de algo qualquer. Só mais um pouco de tudo, mais um minuto de esperança, mais uma hora de determinação. Só mais um pouco para perceber que o caminho se desfez. Só mais um pouco para ver que a ponte caiu, que a cortina se abriu e que o tempo correu. Só mais um pouco porque tudo Ele já fez. Se não formos até o final, terá valido caminhar? Só um pouco mais... não podemos desistir agora.