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18 de setembro de 2012

O que é intensidade?

O que é intensidade? Mais do que expressão do valor numérico de uma grandeza, intensidade é uma força. Uma vibração mais ampla, um som em tom maior, uma proporção aumentada, um impulso mais imponente. Intensidade é estar apaixonado, é ter uma fé destemida, é ser uma ousadia não velada.  Intensidade é algo que motiva, que entusiasma, que arrasta sem precisar de palavras. Intensidade é lançar-se por inteiro, tudo dar, nada reter, sem poupar esforço, sem guardar para depois.  Intensidade é estabelecer novos limites, é rasgar a alma e despir o coração. Intensidade é colorir a vida, é exaltar os detalhes, é olhar de um jeito único para o que todo mundo consegue ver. Intensidade é alargar a esperança, intensidade é saber o que realmente se quer. Intensidade é ser diferente, é  ser um pouco “louco varrido”, é atestado da liberdade de ser quem se é.  Intensidade é ser jovem de espírito, é estar sempre em movimento, é abraçar e lutar sem desistir. Intensidade é explosão de sentido, é nunca ser vencido pelo medo do que não se quer. Intensidade é amor para sempre, é compromisso com fidelidade, é verdade proclamada na vida, é coerência sem inconsistência.  Intensidade é isso e muito mais. Exemplo? Para mim, a personificação da intensidade é o Amor de Deus.

17 de setembro de 2012

Bendito Mistério!



Do nascer ao entardecer da vida, esconde-se sempre o Mistério que controla disfarçado o tempo. Nos percalços do caminho é necessário aprender a administrar o desconhecido, sem pretender ignorá-lo ou dominá-lo. Bendita escuridão que torna a Luz tão importante! Bendito inalcançável que alcança a matéria frágil, sem oprimi-la, mas libertando-a do orgulho de tudo pensar compreender. Bendita pequenez do intelecto, bendita razão cega, bendita hora que não se tem o controle de tudo, bendita vida que não se deixa aprisionar pelos planos traçados!  Bendito homem que se confia ao Mistério, sem sentir-se diminuído por ele. Bendita história que aceita não compreender, que aceita caminhar sem ver, que aceita crer para entender. Bendito homem que não teme seu desconhecer, bendito quem viver para ver.  Como uma brisa que aos poucos modifica a paisagem, como um artista que devagar vai lapidando sua obra, como uma semente que um dia brota, assim os mistérios vão sem pressa se apresentando, sem revelarem-se totalmente, mas deixando um sabor de surpresa, de espanto e de perfeição. Bendito homem que se deixa guiar por Deus! A esse homem o mistério não assusta, mas faz parte do cotidiano de quem aprendeu a administrar o fato de não poder controlar as coisas eternas.